25.5.04

Que forma mitológica eu sou?

dra
You are Form 5, Dragon: The Weaver.

"And The Dragon seperated the virtuous from
the sinful. He tore his eyes from his sockets
and used them to peer into the souls of those
on trial to make a judgement. He knew that
with endless knowledge came endless
responsibility."


Some examples of the Dragon Form are Athena
(Greek), St. Peter (Christian), and Surya
(Indian).
The Dragon is associated with the concept of
intelligence, the number 5, and the element of
wood.
His sign is the crescent moon.

As a member of Form 5, you are an intelligent and
wise individual. You weigh options by looking
at how logical they are and you know that while
there may not always be a right or wrong
choice, there is always a logical one. People
may say you are too indecisive, but it's only
because you want to do what's right. Dragons
are the best friends to have because they're
willing to learn.


Which Mythological Form Are You?
brought to you by Quizilla


Comentários: Power 3:41 AM



17.5.04

O verdadeiro espírito olímpico

Eu penso assim e acho que a maioria deve concordar comigo. Olimpíada é coisa pra esporte individual, e não coletivo. Futebol, vôlei e basquete não têm nada a ver com olimpíadas. Eu imagino as olimpíadas como o evento que revela o melhor indivíduo e não o melhor time, muito menos o melhor país. A essência da olimpíada é descobrir " o homem que pula mais alto", "o que nada mais rápido", quem arremessa um peso o mais longe possível, o melhor lutador, o melhor corredor, essas coisas. Deve-se enaltecer o nome do suposto "melhor do mundo", e dar a ele uma medalha. Não tem nada mais sem graça do que um time vencendo uma olimpíada. Não se destaca o nome de nenhum atleta em especial, apenas o seu país. E distribuem uma penca de medalhas, uma pra cada um. Ridículo. Olimpíada é um evento de superação dos limites individuais, e não de superação tática de um grupo sobre outro. O único esporte coletivo que passa é aquela corrida do bastão; aquela vai. Mas o resto, eu cortava fora.

Poderiam aproveitar as olimpíadas de Atenas para fazer uma reformulação. Já que foi lá que tudo começou, que tal voltar às origens e fazer uma olimpíada "verdadeira", prezando o seu significado original e, quem sabe, reerguendo esse evento e o entusiasmo do público? Eu pelo menos não tenho mais o menor saco pra prestar atenção em Olimpíadas. Parece que tudo ficou muito artificial, colorido e chato. Uma olimpíada à moda antiga, genuína, em Atenas, seria perfeito pra renovar o verdadeiro "espírito olímpico". Se é que ainda existe isso.

Comentários: Power 4:00 PM



Aliás, o filme poderia ter outro nome e outro trailer.
Imagine, você vai ao cinema, e antes de começar o seu filme entra o seguinte trailer:

Entra em fade-in a imagem da água do mar molhando a areia de uma praia e o barulho das ondas; a câmera inicia o travelling que passa pela areia, chega até uma construção alta na beira da praia (o templo de poseidon), e começa a subir; passa pela estátua dourada de Poseidon, revela uma escadaria e um homem forte no topo, de costas para a câmera, empunhando uma lança e vestindo armaduras. Em um movimento muito rápido, o homem dá uma pequena corrida e arremessa a lança com velocidade incrível e movimentos perfeitamente calculados, terminando o arremesso agachado com apenas um joelho no chão e o braço estendido; a câmera acompanha a lança em altíssima velocidade até que ela atinja o peito de um inimigo a quilômetros de distância. Corta novamente para o templo, o homem se ergue e fita o horizonte contra o vento, agora de frente para a câmera (foco de baixo para cima), na pose tradicional de estátua grega, as imponentes colunas do templo atrás de si. Assim permanece enquanto surge o título na parte inferior da tela: AQUILES - em breve nos cinemas.

E era isso. não pode durar mais de 10 segundos. Certamente eu ficaria bem mais empolgado para ver o filme com um trailer assim...

Comentários: Power 3:40 PM



Tróia.
Bom filme. Mas algumas coisas ficaram meio bizarras.
Optaram por um filme mais "realista", mostrando apenas a crença dos personagens nos deuses, sem afirmar a real existência deles. Tudo bem, é uma opção. Mas já que é um filme, poderiam ter seguido a mitologia e enfeitado colocando os deuses realmente participando da história. Eu teria gostado mais.
Até porque, ou o filme é todo realista, ou não é. Eu acredito que o cinema tem certas regras que vão sendo impostas por filmes inovadores. Por exemplo: Matrix definiu uma nova era para os efeitos especiais. Um novo "checkpoint", como eu gosto de chamar. Sabe nos jogos de videogame, quando você progride até um determinado ponto do jogo, de forma que, se você morrer, vai recomeçar a partir deste ponto, ao invés de voltar para o começo? pois é, esse ponto é o checkpoint. Desde Matrix, qualquer filme que ouse fazer um bullet-time, tem que fazer igual ou melhor aos do Matrix. E desde "O Senhor Dos Anéis", qualquer personagem 3D não vai convencer muita gente se não for tão perfeito quanto o Gollum. E isso é assim porque o próprio público exige. E esse rigor é bom, pois é nesse processo que o cinema vai evoluindo.
"A paixão de Cristo", no grupo dos filmes épicos, definiu - tardiamente - um novo e mais que necessário checkpoint, que é o da fidelidade total (principalmente lingüística). Personagens de aparência e aspecto convincentes, falando latim, hebraico e aramaico. É claro que isso não é regra, e se o cinema é arte, qualquer diretor é livre pra fazer o que bem entender, desde que tenha um bom motivo pra isso, e que fique bem claro que é proposital. Um exemplo? Kill Bill. O filme não tem nada de realista, chega a ser tosco em alguns efeitos (como aquele sangue rosa jorrando feito chafariz, típico de filmes pré-históricos de kung-fu), mas naquele universo, funciona.
O problema com Tróia, é que o filme não deixa muito claro se quer ser fantasia ou realidade. Mito ou história. Por um lado, parece querer ser realista: nada de deuses ou semi-deuses, nada de fantasia; figurino, cenário, tudo fiel à época; armas e técnicas de luta também, bem como os hábitos e a aparência dos personagens. Por outro lado, ignora os checkpoints da fidelidade total para filmes épicos: Gregos e Troianos falam inglês (nem ao menos os nomes próprios tiveram a pronúncia original preservada). Todo mundo parece bem grego e bem troiano, barbudo, peludo, meio sujo e de pele ressecada. A não ser pelo andrógino anti-herói da história, Aquiles (Brad Pitt), que, mesmo sendo um lutador errante, rebelde e carrancudo, parece ter tempo pra depilar o corpo, cuidar de seus cachinhos dourados e manter a pele saudável e hidratrada. Além de contraditório em si mesmo, é distoante do resto. Todos os outros lutadores, soldados e guerreiros - personagens equivalentes ao do Brad Pitt - são trogloditas, ignorantes, feios, e tapados de cicatrizes.
Brad Pitt não foi escolhido para este papel porque é um bom ator (e ele é), mas porque é bonito. E isso, na minha opinião, prejudicou o filme. Se tem um papel que cairia melhor para Russel Crowe do que o de Maximus em Gladiador, seria o de Aquiles, em Tróia.
Fora esse deslize, o filme é muito bom. A cena que eu mais gostei dura uns 5 segundos, quando Aquiles arremessa uma lança de cima de um templo, naquela pose clássica de arremessador olímpico. Uma ceninha curtíssima que diz tudo. Aquele cara, com aqueles trajes, naquele lugar, arremessando aquela lança daquele jeito, e, num flash, plavrinhas vêm à tua cabeça: Grécia, mitologia, olimpíadas, templo, Aquiles, Tróia, estereótipo artístico. A mitologia grega em pli, resumida em uma cena de 5 segundos.

Comentários: Power 3:11 PM



13.5.04

Tio Sam, vai andando, vai...

Nós gostamos mesmo de cerveja e cachaça. Bebemos litros de ácool enquanto comemos pedaços gigantes de carne vermelha salgada e assada (nada de long necks com hamburguers assados no quintal). Temos festivais cujo objetivo principal é celebrar o chopp (vide foto do Lula na Oktoberfest). Também adoramos futebol e putaria, muita mulher pelada, mostrando e chacoalhando suas bundas enormes, na tevê todo domingo, no carnaval uma vez por ano e na Bahia o tempo todo. E nós admitimos e nos orgulhamos disso.
Já os EUA... com seu bom e velho falso moralismo; ê povinho medíocre, que adora um escândalo: não só o Bill Clinton, mas o povo inteiro gozou com o boquete da Mônica Lewinski.
É tão absurda essa história do alcoolismo do Lula que eu nem sei se valeu a pena perder tempo. (ainda que fosse um Boris Yeltsin, ou Olívio Dutra... ;) )
São tão fofoqueiros, que o jornal mais respeitado dos EUA, equivale no máximo a uma CONTIGO aqui no Brasil.
Se fosse eu no governo, aproveitaria a situação pra mandá-los, inicialmente, à puta que os pariu; em seguida, pediria formalmente para que cuidassem do próprio nariz que essa história de se meter na vida dos outros países já perdeu a graça, e, finalmente, as mais sinceras saudações ao Presidente George Walker Bush - and keep walking.

Comentários: Power 6:31 PM



O seu pior pesadelo

Eu sei da tirania do Bush, do imperialismo dos EUA e tudo mais. Nem é esse o mérito da questão.
É a surpresa ao descobrirem os casos de tortura na guerra. Eu não fiquei surpreso, afinal, é uma guerra for Christ sake! eles estão brigando! Não é uma relação diplomática, é pau, e vale tudo! Claro que aquela mulher que apareceu torturando os iraquianos pelados é sem dúvida uma dominatrix psicopata enrustida que achou ali a válvula de escape pras suas fantasias, e, se pudesse, estaria vestida com roupas de couro e látex e chicotinhos mil... whatever; alguém realmente espera que a guerra, ou melhor, que alguma guerra, possa começar e terminar sem que coisas violentas e desagradáveis aconteçam? Alguém espera que se cumpram "regras" numa guerra? se bastasse cumprir regrinhas, nem existiria guerra, in first place. A tal "guerra moderna", "rápida", "limpa" e "inofensiva ao cidadão comum", não existe, é conversa fiada... é uma guerra, porra!
Pra mim não há diferença entre uma guerra e uma briga de rua, a não ser a dimensão da coisa. Houve um desentendimento, e vai ser resolvido na porrada; às vezes acontece com pessoas, outras vezes acontece com países. E eu tenho uma tendência perigosa a virar psicopata. Eu brinco - e me divirto - de andar nesse limite. Mas, sinceramente, você, envolvido em uma briga na rua com alguém que você odeia, limitaria-se a não quebrar as "regras", a não usar "golpes baixos" e o caralho? eu não. Briga é briga e se eu já to ali, vou é machucar: pau, pedra, corrente, garrafa, unha no pescoço, dedo no olho, chute no saco, mordida na orelha, quebramento de dedos... foda-se. Tudo bem, se a situação for evitável, ótimo, mas se não...
Claro, não dá pra se transformar num wolverine e sair estraçalhando qualquer desafeto por aí. Ás vezes o mais inteligente e funcional é apenas rir e esnobar; Outras vezes um aviso resolve: "...se não, a tua vida vai virar um inferno, tu vais chegar em casa e encontrar teus pais amarrados e sodomizados, com agulhas enfiadas nos olhos e os mamilos arrancados; eu vou quebrar as patas do teu cachorro, espancar a tua vó e explodir teu carro. Eu me torno teu pior pesadelo". Se eu já falei isso pra alguém? aham. Se funcionou? hehehe! O negócio é ser convincente. E pra ser convincente, basta estar preparado pra ir às vias de fato, caso necessário. Eu nunca precisei...
Falando assim, parece até que eu adoro briga, mas não é verdade. Eu odeio, e evito o máximo que eu posso. Sei lá, vai ver eu sou aquele cara quietinho e inofensivo que um dia resolve matar todo mundo. Não... tô brincando. O negócio é que a briga parece ter objetivos diferentes pra pessoas diferentes, e isso acaba mudando os meios.
Tem gente que briga por qualquer motivo, que paga pra brigar. Para esses, o objetivo é a briga pela briga, não importa muito o adversário nem o motivo. O cara vai lá, arranja a briga, bate um pouco, apanha outro pouco, e depois sai feliz da vida, relaxado, satisfeito.
Já outros, brigam pra "resolver" problemas. Normalmente estes são um pouco desfavorecidos intelectualmente, e, na incapacidade de pensar soluções para problemas, partem pra briga. O cara desse grupo provavelmente faz alguma arte marcial, e ele briga querendo logo chegar no fim da briga, pra resolver logo o problema. Tipo "tá, ganhei a briga. Tá resolvido". Esse grupo é bem perigoso, porque o cara tende a matar o outro, mesmo a tiros, pra acabar com o problema mais rápido ainda.
E tem o último grupo, que é aquele que acha briga uma merda, e evita isso. E quando é inevitável, o cara fica profundamente irritado, porque ele não queria brigar! E normalmente é contra alguém que o cara odeia. Aí o objetivo não é a briga em si, nem a solução de um problema, mas maltratar aquele filho da puta que te enche o saco, que tu odeia, e que parece que não vai parar até sofrer bastante. Aí ele vai lá e faz crueldades com o cara... todas aquelas que eu já falei. Sim, eu me encaixo nese último grupo. É o que mais maltrata, mas é o que menos mata. O objetivo é fazer o cara sofrer por um tempo e deixá-lo viver com isso depois. E eu não vou matar ninguém, oras.
Nesse contexto todo, caímos nas artes marciais. Se tem uma coisa que eu não gosto, é Jiu-Jitsu e pittbull (e olha que eu gosto de cachorro). Aliás, nada contra o Jiu-Jitsu em si; Praticar como esporte, como filosofia de autoconhecimento, como competição em busca de medalhas, legal. Mas esses carinhas aí que fazem Jiu-Jitsu pra brigar e se aparecer, putz.. Se é pra isso então vai fazer Krav Maga.
Krav Maga (se diz crav-magá), é uma técnica israelita de luta, que transforma o corpo numa arma viva. Uma das técnicas é deixar a unha do dedão crescer, engrossar, depois lixar e afiar até ficar como uma ponta de faca. Existem vários golpes - um mais criativo que o outro - baseados nesse negócio da unha-faca; Por exemplo, enfiar o dedão pescoço adentro do adversário... sweet!

Comentários: Power 5:39 PM




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