29.11.03

Pela grandeza do ideal...

Pela grandeza do ideal é triste. Hoje ocorreram as eleições da nova diretoria do Esporte Clube Pelotas, na Boca do Lobo. O candidato da situação, Sérgio Oliveira, ganhou do candidato da oposição, Marcelo Neves, por 3 votos de diferença. Não dá para entender o que passa na cabeça de um conselheiro do clube. Na gestão 2001/2002, o Pelotas conquistou o terceiro lugar no campeonato Gaúcho, conquistou vagas na Copa do Brasil, na Sul-Minas, conquistou patrocínios como a TIM, o Banrisul, reformou o estádio, vendeu jogadores pra clubes da Europa, e deixou um contrato garantindo um investimento de 2 milhões de reais no clube, contrato com a Petrobrás, que no Brasil só patrocina o Flamengo. Em 2003, Flávio Gastaud surpreendentemente lança uma chapa de oposição, inutiliza o contrato com a Petrobrás (permitam-me a comparação, a Petrobrás caiu no colo do Pelotas como a Parmalat caiu no colo do Juventude), afunda novamente o clube em dívidas, e faz uma péssima campanha em campo, onde o Pelotas quase cai para a segunda divisão, além de ser retirado do grupo dos 4 melhores do estado. Após comparar estes dois anos, e após comparar o potencial e as propostas de cada chapa, eu não entendo como o conselho do clube pôde ter votado na chapa que representa o continuismo da gestão 2003.
Eu fico triste por conhecer as pessoas e saber da incapacidade e incompetência daqueles que hoje têm o Pelotas nas mãos. E fico particularmente triste pelo meu pai, que dirigiu o Pelotas em 2001 e 2002, que deu ao clube um crescimento inesquecível, que respira azul e amarelo, que chora e dá sangue por este clube, que tinha projetos, planos e sonhos que se lhe fosse dada a oportunidade de realizar, levariam, eu tenho certeza, o clube a um crescimento inédito.
Porém, os dois grupos mostraram seu trabalho. O grupo do meu pai em 2001 e 2002, e o grupo da situação em 2003. Basta ver e comparar. Foram exemplos de filosofias e capacidades que puderam ser avaliadas na prática. Se mesmo após exercer esta comparação, o conselho do clube, mesmo que por 3 votos de diferença, tenha escolhido a situação, não há mais o que argumentar. Eles querem ser pequenos, por opção. É como disse, triste mas sabiamente uma pessoa: "se eu trouxe um investimento de 2 milhões para dentro do clube, e mesmo assim o conselho não votou em mim, então este clube não me merece".

Infelizmente a "síndrome do pensamento pequeno" não afeta somente o Pelotas, mas toda a cidade de Pelotas. Tivemos no clube uma experiência de grandeza, durante dois anos, mas foi um mero sample. Espero que um dia esta cidade seja de uma vez por todas governada, em todos os setores, por pessoas de pensamento grande, que acreditam e apostam no futuro e no progresso, que corram esta laia de mesquinhos que dominam essa região.

Eu ainda me orgulho, como diz o hino, de ser áureo-cerúleo. Mas não pela situação atual. Me orgulho da história e da tradição, de ter participado tanto tempo dos bastidores, e principalmente porque ainda tenho esperanças. Esperança naqueles que, diferente dos que aí estão, possuem e acreditam em seus ideais. Como diz o hino, Orgulho-me de ser Áureo-Cerúleo, pela grandeza do ideal!

Comentários: Power 4:28 PM



22.11.03

MATRIX - Revolutions
(ou: Quem disse que clichê é ruim?)


[ Se você não viu o filme, não leia! ]

Eu li de tudo. Antes de falar qualquer coisa, queria clarear um pouco as idéias, lendo o que críticos escreveram por aí. E o que eu percebi? percebi que cada um diz uma coisa, ou melhor cada um reclama de uma coisa. Li alguns reclamando que o filme foi muito clichê. Outros dizendo que o final (que não foi clichê), foi ruim, e bom mesmo foram só as cenas de luta (que foram clichê). E assim fica difícil, pois todo mundo reclama dos clichês, mas quando não vemos os tais clichês, sentimos falta deles.
Pois bem, foram tão variadas as opiniões que eu li, que me sinto bem confortável para expressar a minha.
Primeiro de tudo: adorei. Era tudo o que eu esperava e um pouco mais. O que se pode esperar do último filme de uma trilogia que marcou época? Precisava ser eletrizante, envolvente, grandioso, e recheaaado de clichês, pois são eles que dão aquela satisfação ao público. Teve disputa de egos entre capitães de naves diferentes, teve a esposa que aguarda o retorno do marido que foi à guerra, teve o soldadinho inexperiente e medroso que acaba tendo que realizar uma tarefa decisiva, teve menção ao bom e velho duelo de faroeste, quando Neo se depara com Smith, frente a frente, no meio da rua. Teve tudo isso. E quem vai dizer que não gosta de ver isso tudo na última parte da história? Nada mais fantástico do que o exército humano pilotando aqueles robozões, fechando a maior pauleira contra os sentinelas. Destaque para a expressão dos atores que agiram como se realmente estivessem no meio de uma guerra que decidiria o futuro do último resquício de humanidade sobre a Terra. "Por Zioooonn!!! ahhhhhhh" tumtumtumtumtum metralhadoras e tiros por todo lado. sensacional.
Paralelo à guerra, que enche os olhos com as cenas de ação, muita, muita, muita ação, temos a historinha do Neo. Li por aí gente dizendo que a filosofia dos outros filmes foi abandonada e etc. Mas li também gente que disse que a conversa do Neo com o Arquiteto no Reloaded era "uma verborréia que não deveria ter nenhum sentido e os matrixmaniacos ficavam horas tentando decifrar". Ora, quem parou e prestou um pouco mais de atenção naquela conversa viu que não era nada de outro mundo, e que era muito simples o que foi explicado ali, inclusive já falei sobre isso em outro post. Bom, só citei isso pra mostrar que não dá pra sair dando crédito a pessoas que não foram nem mesmo capazes de entender a cena do Arquiteto.
A filosofia continua, é claro. Mas a guerra estava estourando no mundo real, oras, e quem teria tempo de filosofar dentro dum "gigante daileon" contra aquele enxame de sentinelas? Deixemos isso pro Neo. Continua lá o budismo, o gnosticismo e, descaradamente, o cristianismo. Vemos diálogos sobre Karma, sobre o equilíbrio entre os "opostos" (Neo e Smith), vemos que Neo supera a ilusão completamente (Matrix ou Maya), atinge um estado superior (Nirvana), e se desprende de todas as coisas terrenas, de tudo que o prende à matéria (os olhos e Trinity). E claro, o cristianismo imperou no fim das contas, quando o salvador morre crucificado para nos salvar. chegou a ficar explícito demais, a posição do Neo crucificado no final do filme, e uma luz amarela em formato de cruz que aparece por alguns segundos no peito dele. E aquela faixa nos olhos, escorrendo sangue, é ou não é uma referência à coroa de espinhos?
Muitos reclamaram do final, mas são os mesmos que reclamaram dos clichês, e isso é contraditório. O final foi tudo menos clichê. O que incomoda mesmo é que não saímos do cinema com aquela sensação de conforto "pronto, o mocinho resolveu tudo no final, todo muito foi salvo, felizes para sempre". Realmente a sensação de sair do cinema e pensar que a Matrix ainda existe, é meio desconcertante. Mas deixa uma lição bem mais profunda, e aí entra denovo a filosofia que foi pregada no filme todo, quando Morpheus dizia "eu posso apenas mostrar-lhe o caminho, mas você é quem deve percorrê-lo". É isso aí, é assim também no cristianismo: não adianta esperar que Deus resolva tudo pra você. Ou no budismo: Se você quer também se libertar da ilusão da matéria, atingir o Nirvana, faça seu próprio caminho, Buda fez o dele. É por isso que a Matrix continua no final do filme, e o Arquiteto diz que "serão libertados aqueles que quiserem ser". Aqueles que escolherem a pílula vermelha.

Agora, falemos um pouco da estética do filme. Nossa, Matrix é um filme bonito. Goste você ou não do roteiro ou do argumento, repare na beleza do filme. Cada cena tem um apelo visual diferente e bem definido. A cena do "infeninho" do Merovingian, nem é preciso falar que ali predomina o fetiche. Já inicia a cena com o foco em um sapato branco de salto alto, de curvas tão sinuosas quanto as da moça que o calçava. Moça esta, que sai lesbicamente abraçada em outra, em direção ao elevador. Isto tudo num estacionamento repleto de carros importados. Em seguida, vem o inferninho propriamente dito, onde mulheres de cabelos coloridos, espremidas em espartilhos e roupas de látex nos dão a prévia para a aparição da estonteante, magnífica, deusa, maravilhosa, linda, pode-me-usar-como-escravo-sexual Monica Bellucci.
Já em outras cenas, geralmente dentro da Matrix, temos aquele aspecto frio e limpo, muito limpo, estático, horizontal. O auge disso é a cena do Neo na estação de trem... que cena bem linda, aquele cenário branquíssimo contrastando com o Neo todo de preto... bonito mesmo. E finalmente a estética cyberpunk de Zion: aparelhagem de alta tecnologia, num ambiente de pedras e pessoas vestindo panos rasgados. Claro que isso é clichê, já foi muito explorado, mas acho que nunca tão bem quanto em Matrix. O fato de terem usado pessoas de diversas etnias latinas e africanas em Zion, quase sempre suando, e aqueles membros do conselho que usam cabelo rasta, barbas enormes, dentes tortos, tudo isso dá um aspecto bem mais "humano", que contrasta bastante com a frieza da Matrix.
E aqueles robozões de guerra importados direto de "Alien", como eu queria pilotar um daqueles! É tão óbvio falar dos efeitos especiais, mas não tem como deixar de lado. Como ficou incrivelmente real a cena da batalha em Zion. O movimento dos robozões, aquelas sentinelas-abelhas, aquela broca gigante perfurando o teto, ou aquela sequência da nave sendo pilotada dentro de corredores, o que me lembrou o bom e velho joguinho de PC "Descent".
E finalmente, o duelo entre os mais rápidos do Oeste, Neo contra Smith. Aqui extrapolaram os limites do efeito bullettime. E deve ter dado um trabalho desgraçado para controlar cada pingo de chuva, principalmente na orgástica cena do soco que Neo dá bem na carinha do Smith, em câmera ultra lenta.
Se bem que, cá prá nós, quem não gosta do Smith?

Mas então é isso, terminou Matrix... Quando é a estréia de Senhor dos Anéis mesmo?

Comentários: Power 5:29 PM



18.11.03

Grandes Mentes

Vem aí um movimento literário-filosófico que irá revolucionar o mundo... aguarde!

Comentários: Power 2:23 AM



17.11.03

O bom e velho fuscão!



tá bonito ou não tá?


Comentários: Power 4:37 AM



Meu cachorro fica horas olhando pela janela.






Aí ele me olhou e disse "chega aí e vem olhar também"


E eu fui.


Comentários: Power 4:35 AM



Há uma semana, gastei todo meu dinheiro entre festas, lanches e futebol no fim-de-semana. Ontem, quando achei que ia voltar com grana pra casa, me roubaram o dinheiro do bolso de trás na saída do Rekerb. É o irônico destino. É o dedo de Deus, e não queiram saber onde Ele está querendo me botar esse dedo.... =/

Fui na feira do livro hoje, último dia, e os livros que eu queria comprar já haviam sido vendidos. Aí voltei pra casa com "Matrix - bem-vindo ao deserto do real" de William Irwin. Claro que eu tive que folhear e ler bastante, e levei mais de um dia pra decidir comprá-lo. Sabe como é, sai um filme e o que mais aparece é gente escrevendo livros querendo ganhar dinheiro em cima do assunto (como as milhares de biografias do Tolkien que surgiram por aí, ou coisas como "o mundo mágico do Senhor dos Anéis", "Saiba tudo sobre o Senhor dos Anéis", etc..).

Mas esse livro me convenceu, não é bobageira. É uma análise filosófica bastante interessante e muito bem fundamentada sobre o filme. Os autores recorrem a Sócrates, Platão, São Tomás de Aquino, Descartes, Kant, Nietzsche, Sartre, Sellars e outros, explorando a filosofia, metafísica, epistemologia, ética, estética, filosofia da mente, filosofia da religião e filosofia política.

Mas uma cena revoltante eu presenciei na Feira do Livro. Revoltante mesmo. Um cara da livraria mundial deu um chute num cachorro que tava deitado por ali. O grito do animal foi "doído". Na hora que o cachorro gritou todo mundo parou de falar e ficou um silencio, e todo mundo olhando pro cara. O cara não sabia o q fazer e saiu andando e todo mundo voltou a conversar e olhar seus livros... eu fiquei olhando o pobre do cachorro sair devagarinho com o rabo entre as pernas e uma cara de muito triste mesmo. Eu adoro cães, aquela cena me deixou absurdamente indignado, chocado, estupefato... O cara não se deu conta, mas o indigesto que deveria ser chutado ali era ele e não o cachorro. E é mais revoltante ainda quando o animal aceita o maltrato e sai sem esboçar nenhum tipo de reação, pois evidencia ainda mais a pureza do animal e a maldade do homem.

NÃO MALTRATE OS ANIMAIS!

Comentários: Power 4:08 AM



14.11.03

Se alguém quiser me dar um presente, pode ser o Jogo do Eu, custa R$ 11,73 no site da Livraria Siciliano.

Comentários: Power 4:03 PM







Faça você também Que
gênio-louco é você?




A parte mais dificil de decidir foi "que estranha mania voce tem?" Fora "não tomar banho"... eu tenho todas as outras.

Comentários: Power 3:50 PM



Nunca conte comigo antes das 15:30...



Comentários: Power 3:35 PM



13.11.03

Para homens

Quantos anos tem a Tawnee Stone???

Hmmm... melhor mesmo é não ficar pensando muito nisso... e conferir esse link com 40 galerias recheadas de fotos gratuitas desta coisinha tããão meiguinha.

Comentários: Power 11:49 PM



12.11.03

Vou entrar para o MST. Assim eu posso convenientemente não trabalhar e esperar que o trouxa do meu vizinho trabalhe e compre uma terra, para que possa invadí-la.

Comentários: Power 1:06 AM



Motivos que me atraem a Porto Alegre

Amigos
Feira do Livro
Casa Cor
Bienal
Matrix Revolutions

Comentários: Power 1:04 AM



8.11.03

Me levem pra terra do nunca

Revi "máquina do tempo" ontem. Se tem algo que sempre me fascinou... é esse negócio de viagem no tempo. Quem não gostou de "De volta para o futuro"? Quem nunca pensou na possibilidade de se deslocar no tempo da mesma forma que no espaço?
A vida é uma caminhada em direçào à morte. Nessa caminhada podemos escolher diferentes caminhos, uns mais longos, outros muito curtos, uns mais divertidos, outros chatos... só não dá mesmo é pra andar ao contrário, nem ficar parado. Se tem uma coisa que me deprime, indigna, irrita... é a impotência humana quanto à passagem do tempo. É não podermos fazer nada pra impedir a velhice.. pra afastar a morte. É vivermos uma época boa na vida e não podermos permanecer nela. É não termos a possibilidade de escolha, de poder dizer "gostei daqui, vou ficar por aqui" no tempo. É cometer um erro no passado, percebê-lo no futuro e não poder voltar pra corrigi-lo. É envelhecer. Passar da fase de fazer alguma coisa... mesmo que você ainda goste. É ver que cada vez mais as pessoas nos lugares são mais novas que você. É saber que vem aí um futuro com menos diversão e com gente cada vez mais velha... e que isso tudo acontece, querendo você ou não.
A letra a seguir tem a ver com isso e certamente vai ser a música da minha formatura...

Ramones
I don't want to grow up

When I'm lyin' in my bed at night
I don't wanna grow up
Nothing ever seems to turn out right
I don't wanna grow up

How do you move in a world of fog that's always
Changing things makes wish that I could be a dog

When I see the price that you pay
I don't wanna grow up
I don't ever want to be that way
I don't wanna grow up

Seems that folks turn into things that they never want
The only thing to live for is today

I'm gonna put a hole in my T.V. set
I don't wanna grow up
Open up the medicine chest
I don't wanna grow up

I don't wanna have to shout it out
I don't want my hair to fall out
I don't wanna be filled with doubt
I don't wanna be a good boy scout
I don't wanna have to learn to count
I don't wanna have the biggest amount
I don't wanna grow up

Well when I see my parents fight
I don't wanna grow up
They all go out and drinkin' all night
I don't wanna grow up

I'd rather stay here in my room
Nothin' out there but sad and gloom
I don't wanna live in a big old tomb on grand street
When I see the 5 o'clock news
I don't wanna grow up
Comb their hair and shine their shoes
I don't wanna grow up

Stay around in my old hometown
I don't wanna put no money down
I don't wanna get a big old loan
Work them fingers to the bone
I don't wanna float on a broom
Fall in love, get married then boom
How the hell did it get here so soon
I don't wanna grow up

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Não, eu não tenho medo do futuro... na verdade eu sou bem otimista quanto ao meu.
O problema está em ter que deixar coisas pra trás, no passado.

Comentários: Power 4:26 PM



4.11.03

Ironias do destino

Fim de semana pra lá de bizarro esse meu... bem que eu podia não ter saido de casa...
Sexta-feira deprimente, nada mais que uma(s) cervejas no posto da Dom Joaquim com o Otávio, e a dor de garganta de hoje ainda é efeito da chuva fininha tocada a vento daquele dia. Sábado um jogo de futebol péssimo, que eu levei metade do jogo pra entrar no clima e começar a acertar alguma coisa, o que não foi suficiente pra impedir o "vareio" que tomamos... à noite a tão esperada festa a fantasia. Eu, vestido de monge, meu primo de Bob Marley e o Júlio de Cazé (da MTV), quase atropelamos um maluco que tava correndo desesperado pelo meio do asfalto da Duque de Caxias e resolveu parar bem na frente do meu carro. Eu consegui parar em cima, o cara com as mãos no capô do meu carro, e nenhum carro bateu na minha traseira... escapei da primeira.
Chegando no estacionamento, constato que esqueci o convite. Voltamos até a minha casa por um outro caminho, onde eu me deparo com três motos vindo lado a lado no sentido contrário, a mais ou menos 2 milhões de km/h, sendo que uma das motos vinha na minha pista, com o intuito de bater de frente bem no meio do meu carro. Eu na última hora saí pro acostamento. Me livrei da segunda.
Peguei o convite, voltei ao Luna, e lá tive a sensação de "passei por muitas dificuldades, mas cheguei ao paraíso!!!" Não era "festa à fantasia" mas sim "festa à feticheria". Aqui vamos desviar um pouco o assunto, porque isso merece um longo comentário. [Retire os cardíacos da sala] Como chamar, senão de paraíso, um lugar onde 50% das mulheres se vestem de colegial, chupando pirulitos, de sainha, meinha, gravatinha e chuquinhas? Como se apenas isso não fosse suficiente, vejo também na festa uma "freira" de mini-mini-saia e... (oh meu Deus) cinta-liga (!!!!) [pára tudo, repete a ultima frase!] "...uma freira de mini-mini-saia e cinta-liga..." sim, caros amigos, mais uma vez (eu não canso disso), como se colegiais não bastassem, (e entre elas haviam colegiais orientais) lá também havia uma freira de mini-saia e cinta-liga preta com meias 7/8 pretas. Só pra dar o arremate final, haviam também diabinhas, anjinhas e enfermeiras à vontade.
Dito isto, voltemos ao assunto principal. A primeira vista portanto, a festa era o paraíso. Mas à primeira vista, porque não demorou pra eu perceber que a freira de cinta-liga (!!!) já estava acompanhada (tsc tsc tsc.. ele não tinha cara de quem compreende o significado daquela fantasia, mas enfim...) e que o grupinho de 3 ou 4 colegiais dançando atrás da gente não parecia muito entusiasmado com nosso eclético grupinho formado por 2 monges, 2 médicos, um Chaves, um Cazé e um Bob Marley. Além do mais, elas estavam acompanhadas por dois rapazes que usavam uma fantasia invisível de polenta. O famoso "não caga nem sai da moita". Logo percebi que a festa não era o paraíso mas sim o inferno, pois em qual outro lugar, senão no inferno, alguém sofreria tão cruel tortura de estar cercado por colegiais mas proibido de fazer qualquer coisa a não ser olhar?
Mas vamos tentar mais uma vez voltar ao assunto principal... Saindo da festa, eu e meu primo vínhamos tranqüilamente por uma rua preferencial quando um retardado que vinha em uma rua perpendicular resolve não parar e invadiu a rua cortando minha frente. Pois eu não escapei da terceira. Bati de frente na lateral do fusca e subi o canto da calçada. 6 horas da manhã e eu vestido de monge no meio da rua envolvido em um acidente de trânsito. Pelo menos não me machuquei, nem meu primo. O cara do fusca se machucou, mas também, quem manda invadir a rua desse jeito? Carro guinchado, stress, polícia, seguradora, e bla bla bla. Foi um péssimo fim-de-semana.

Comentários: Power 3:55 PM




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