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31.10.03
Ilustrações...
29.10.03 Monopólio móvel Aos poucos, eles vão interferindo e monopolizando, restringindo, privando, controlando e se intrometendo na vida das pessoas, sem que elas percebam, ou pior, passando a idéia de que estão fazendo um favor e proporcionando facilidades. Estou falando das operadoras de celular e da palhaçada que é, hoje em dia, comprar um telefone móvel. Vejamos. Eu compro uma tv da Sony, e ela é igual à tv Sony do meu vizinho, mesmo que eu assine NET e ele assine SKY. Eu posso também comprar uma TV de qualquer marca e só depois optar por um serviço de TV a cabo. Quando eu compro minha TV, ninguém me pergunta como eu vou fazer pra pagar pelo sinal depois e os menus de configuração e sintonia da TV são sempre os mesmos. E com o celular? Bom, com o celular não é bem assim. São os próprios sistemas de telefonia que vendem aparelhos. É como comprar uma tv na loja da NET. O mais absurdo de tudo isso é que os preços variam de acordo com o plano que você vai escolher. O mesmo aparelho pode custar mais caro ou mais barato, se for pré ou pós-pago. Como se não bastasse, eu compro um aparelho e não tenho total controle sobre ele. Certas funções do menu são escondidas e só podem ser acessadas por códigos. Se você altera alguma coisa no telefone através destes códigos, e o pessoal da operadora ficar sabendo, vão te olhar com cara feia, como quem diz "ahá então você andou mexendo nas funções proibidas do seu celular, hein?". A marca da operadora, e não do aparelho, aparece quando eu ligo meu celular. Antes aparecia o meu nome na tela principal do menu, hoje aparece "TIM_53". Eu não posso comprar um celular ultra-moderno pela internet, pois corro o risco de não conseguir habilitá-lo aqui na minha cidade. Há pouco vi uma propaganda da Claro na TV, onde orgulhosamente eles apresentam os novos celulares da claro com o tal do "Claro Chip". Isso não deveria ser proibido? As operadoras dominam as vendas de aparelhos, alteram seus softwares, e agora, pasmem, também o hardware! Sem falar na forma como tentam controlar o acesso aos serviços e utilidades compatíves com o celular. A não ser através de sites clandestinos que ensinam a digitar códigos infinitos no telefone, é praticamente impossível obter gratuitamente toques, ícones, jogos, desenhinhos e todas as formas de plug-ins que os celulares podem aceitar. As operadoras não procuram impor o seu produto através da qualidade, mas sim dificultando ao máximo o acesso do proprietário a outras fontes de serviços. É como se eu, usuário da NET, estivesse preso ao Telecine, proibido de freqüentar video-locadoras de vez em quando. A utilização de celular cresce histericamente, não há quem hoje não tenha, ou que pelo menos já não esteja pensando em comprar um assim que sobrar uma grana. Antes de partir com tanta gula para o consumo desesperado de aparelhos celulares e os serviços que os rodeiam, as pessoas deveriam parar um pouco e pensar a que estão se submetendo, de que direitos estão sendo privados, o quanto estão sendo explorados e se estão recebendo em serviços, e com a devida qualidade, uma boa recompensa pelo que investiram. As autoridades devem abrir o olho e tratar logo de fiscalizar e regularizar essa orgia, e as operadoras devem procurar conquistar clientes pela qualidade dos serviços (que anda péssima - mensagens demoram a chegar, ligações sofrem interferência, celular sem sinal...) e não alterando o software e os chips dos aparelhos, limitando-se a ser apenas operadoras de linha e não vendedoras de telefone personalizado. Ou alguém aí compra carro em posto de gasolina??
28.10.03 Alguém quer me dar um presente? Mais info na lushlongboards.com !
22.10.03 E quer saber mais? Tá um belo dia na rua, vou botar meu bonezinho, vou dar aquele shine, pegar meu skate e sair pra dar uma banda, sentir o vento no rosto e esquecer do mundo. Obs.: Alguém quer me vender um longboard?
Estou de férias. E não me encham o saco. Não aguento mais faculdade, preciso de férias, preciso! Passei noites e noites em claro tentanto terminar trabalhos infinitos. E agora eu estou de saco cheio já. Minha professora de fotografia não entendeu o meu projeto e fica dizendo que eu preciso de mais fotos, que o objetivo não está claro e blá blá blá. Eu entendi meu projeto, eu sei bem meu objetivo e pra mim tá feito. E eu não tenho culpa se a máquina fotográfica nunca está disponível. Pois meu projeto é esse, as fotos são as que eu já mostrei, e se não quiser f***-se! Em um trabalho de grupo, onde tivemos a péssima idéia de fazer um vídeo de animação, eu criei o roteiro, eu fiz a base do story-board, eu levei pra aula todos os meus bonequinhos pra fazer uma cena do vídeo, eu emprestei a minha câmera pra fotografar os bonecos, eu vou emprestar o meu CD com a trilha sonora, eu dei mil caronas no meu carro pra levar e buscar materiais para filmagem, eu emprestei espaço do meu servidor pra hospedar as imagens. Esse final de semana eu queria descansar, fui pra oktoberfest em blumenau, e meus colegas queriam que eu ainda desenhasse e vetorizasse todos os cenários do vídeo. "Aqui farroupilha"! o trabalho é de grupo e eu já fiz mais do que a minha parte, os outros que façam alguma coisa também, pois eu ENTREI DE FÉRIAS, queiram ou não. Finalmente, eu passei uma madrugada fazendo ilustrações sobre os temas mais absurdos, pra uma matéria inútil ministrada por um professor homossexual com voz de mulher e que vai pra faculdade de mão com seu namorado. A bixa pensa que só temos a matéria dele pra estudar. Eu já passei da fase de fazer desenhinho, escanear e dar uma mexida no photoshop e entregar. Eu fiz ótimos trabalhos, entreguei, mas o viado quer mais. Eu não tenho mais tempo, o semestre já acabou, eu tenho mais o que fazer do que ficar fazendo desenhos com "materiais alternativos" como erva-mate e gelatina. Agora ele quer que eu faça uma caixinha de papelão toda decoradinha. Só lamento, caro professor gay, mas se o senhor não me aprovar eu vou ilustrar é um hidrante pro senhor agasalhar.
Venha comigo! Essa noite sonhei com a morte me chamando. Foi um dos sonhos mais apavorantes que eu já tive. O sonho era em "primeira pessoa". Eu tava caído no chão, tipo em coma, e um monte de gente na minha volta (meus pais e uns curiosos) me olhando e gritando 'acorda acorda, Guilherme!'. Mas eu tava apagado, eu via todo mundo e tentava falar com todo mundo, mas ninguém me ouvia, aí eu percebi que tava morto. No meio das pessoas, um cara me chamou atenção, porque ele tava me olhando direto nos olhos, e logo eu percebi que ninguém mais, a não ser eu, podia vê-lo. O cara tinha seus 40 anos, era careca, um pouco gordo e usava camisa social. Ele tinha um olhar absurdamente penetrante, que parecia olhar pra dentro de mim, e uma cara de político sem-vergonha. Ele chegou perto e começou a falar comigo, eu senti um calafrio, meus familiares chorando na volta, e eu vendo todo mundo, e só podia falar com aquele cara, que ninguém mais via. Ele me convidou a ir com ele, estendeu a mão, e eu comecei a me sentir incrivelmente bem, a idéia de seguir o cara era muito confortante, deixar tudo pra trás e seguir com ele na direção de uma luz que começava a surgir. Mas quando eu fiz o movimento de pegar a mão dele, eu fui atingido por um enorme calafrio, um medo terrível, vi seus olhos arregalados e um sorriso de satisfação no seu rosto. Ele dizia persuasivo "venha, venha comigo! Venha!". Olhei pra minha família que chorava minha morte e então disse "não! eu não vou contigo. Volta pro inferno, filho da puta!" O cara fez uma puta cara feia de irritação e desapareceu. A luz continuava lá, e eu percebi que ela não tinha nada a ver com o cara que queria me levar, ela tava lá só pra me proteger. Me acordei na minha cama dizendo "eu to bem pai, eu to bem, já acordei". Aí percebi que tinha sido tudo um sonho e que eu tava sozinho no meu quarto. Deitei no travesseiro e pensei "puta que pariu... será que eu ia morrer dormindo?"
7.10.03 Horda de primatas Tristes foram os acontecimentos após o último clássico Bra-Pel. Não houve clima na cidade, no dia seguinte, para comemorar a vitória ou comentar sobre o jogo. O que ficou deste clássico foi a marca da barbárie cometida contra o cidadão Gilberto Guilherme Bonow, que, pra quem não sabe ainda, foi assassinado, espancado até a morte por torcedores do Brasil quando voltava do jogo a pé com seu filho. Mas mais triste e revoltante do que a própria morte, é a morosidade e a passividade da sociedade que deixaram a situação chegar a este ponto, e pior, tentam "tapar o sol com a peneira" agora, após o ocorrido. Ora, não me venham com "xurumelas", senhores jornalistas locais que tentam justificar as coisas, que não querem ver o que é óbvio, que tentam enganar os ouvintes como se estes fossem inocentes e ignorantes. Não venham me falar em "meia dúzia de marginais infiltrados na torcida, que nem eram torcedores", não venham me dizer que "ah, mas a violência não é só no futebol, e também não é só no Brasil, tem violência todas as torcidas"... chega! Fazem 30 anos que a torcida do Grêmio Esportivo Brasil adotou a identidade de terrorista. Desde 1970, quando destruíram a cidade de Estrela, e de lá pra cá nunca mais pararam. Eu pergunto, será que já há 30 anos atrás eram aquelas pessoas "marginais infiltrados" na torcida? Será coincidência que a prefeitura de Bagé proibiu a entrada desta torcida na cidade? Será coincidência que as lojas sempre fecham suas portas quando há jogo do Brasil? Que após o Bra-Pel na Boca do Lobo o placar eletrônico publicitário fora apedrejado, que poucos dias antes, quando o Brasil perdeu um jogo, alguém deu tiros nas vidraças do estádio Bento Freitas à noite? Eu vi jornalistas de rádio criticando severamente a atitude da Brigada Militar de Bagé, que parou os ônibus vindos de Pelotas na entrada da cidade para revistá-los. Sugeriram abrir sessões na Câmara dos Vereadores de Pelotas para encaminhar uma reclamação à Brigada Militar de Bagé. Será que esta atitude não foi consequência da selvageria outrora praticada pela torcida do Brasil naquela cidade? O que dizem estes senhores, ao se observar que atos violentos ocorreram não apenas no Bra-Pel, mas também no Bra-Far? Qual o elemento comum nestas duas partidas, senão o prefixo "Bra"...? Será que em todas esta situações, e tantas outras que omiti, foram sempre "pessoas infiltradas" na torcida os responsáveis? Por que, há tantos anos, os vândalos preferem infiltrar-se sempre na torcida do Brasil? Por que há torcedores do Brasil que em dias de clássico Bra-Pel preferem assistir ao jogo da torcida do Pelotas, senão por saberem dos atos irracionais que são cometidos na sua própria torcida? Durante muito tempo eu vi a imprensa desta cidade dando declarações que sustentam este perfil agressivo da torcida xavante. Quando a torcida do Brasil viajava até as cidades vizinhas, e saqueavam o comércio, ou saíam dos restaurantes carregando as máquinas registradoras, e a polícia os repreendia, a primeira atitude da imprensa era criticar "os excessos" dos policiais. A violência da torcida xavante fora sempre mascarada e incentivada por comentários que os chamavam de "a mais vibrante". Eu vi torcidas organizadas do Brasil se orgulharem de ostentar o slogan "a mais temida". Para os que não conhecem a história, o índio xavante nem sempre foi o mascote do Brasil, até o dia em que, após terem sido praticados seus tradicionais atos de vandalismo, um diretor do Pelotas disse ao rádio: "Isto não é uma torcida. São primitivos, selvagens como uma tribo de xavantes". Como a imagem da violência sempre foi motivo de orgulho para aquela gente, não tardaram em adotar o índio xavante como seu mascote. Até hoje, todos estes fatos foram mascarados ou mesmo aplaudidos. A situação a que se chegaria era evidente, mas todos fingiam não saber. Foi preciso a morte de um comerciante inocente, espancado por estes animais, irracionais, primatas, bárbaros, marginais, covardes, bandidos, assassinos torcedores do Brasil, sim, eram torcedores do Brasil, e por minoria que sejam, representam e espelham a identidade pela qual é conhecida e caracterizada toda a torcida daquele clube. Já dizia com sabedoria o meu avô: "nem todo torcedor do Brasil é vândalo, mas todo vândalo é torcedor do Brasil". Quem matou o senhor Gilberto Guilherme Bonow foi ninguém mais, ninguém menos do que a torcida do Grêmio Esportivo Brasil. Esta horda de imbecis deve ser desmanchada, este clube de baixo nível e de segunda categoria deve ser penalizado e extinto, e ainda assim, nada poderá pagar a morte de um inocente. Por um preço muito caro, a verdade veio à tona. Não tentem agora, senhores, em respeito à vítima, abafar novamente a realidade. Em respeito à vítima, não ousem, por favor.
6.10.03 Gastaud é 10... Torcedor do Pelotas, teu atual presidente é 10... 10MORALIZADO, 10ESPERADO, 10ORGANIZADO, 10MOTIVADO, 10ACREDITADO, 10ACOMPANHADO, 10PREPARADO, 10EQUILIBRADO, 10ILUDIDO, 10ORIENTADO, 10CLASSIFICADO.
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