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24.7.03
Em tempo:
21.7.03 O homem que copiava é o melhor filme brasileiro que eu já vi. Era tudo q eu esperava, e muito além. Fiquei de cara por não ter postado a tempo alguma coisa sobre pessoas que trabalham em "xerox". Isso pq eu sempre pensei sobre as pessoas q trabalham em xerox, e sempre q eu ia tirar um xerox eu pensava "tenho que falar no blog sobre isso". Mas não falei, aí vi o anúncio do filme, e pensei "Po, alguem foi mais rápido". Mas de qualquer forma, adorei o filme. É bom quando surge um filme ou livro que trata sobre alguma coisa que voce sempre pensou a respeito. Mais interessante ainda eh quando é alguma coisa muito especifica e peculiar, como "pessoas q trabalham em xerox". Eu sempre ia aos xerox's (xerox's? xeroxes?) e pensava "que vida triste desse cidadão aí atrás. Passa o dia nesse movimento mecânico, abre tampa, poe a folha, aperta o botão, abre tampa, troca folha, aperta o botão... Imagina quando uma pessoa vem e diz "por favor me faz uma cópia desse livro". Putz, um livro! Você está condenando o coitado do cara a passar horas olhando praquela máquina chata, e, mesmo q ele não queira, a ler um pouco do seu livro. E aí entra outro ponto: Quem trabalha em xerox sabe pouco sobre muito. Isso porque eles lêem de tudo, mas só fragmentos, porque precisam xerocar o resto." Pois bem, eu nunca escrevi nada sobre isso, aí vi o anúncio de um tal filme, "o homem que copiava". E o diretor falando "ele trabalha num xerox e ele tem uma cultura fragmentada e bla bla bla". De qualquer forma, fiquei louco pra ver o filme. Vi, e adorei. Como eu já disse, o melhor filme brasileiro que eu já vi. Não tem muito o que falar sobre o filme em si, mas o roteiro é ótimo e a edição também. A vida do cara é totalmente fragmentada, seja quando ele faz cópias, quando ele espia a vizinha, ou quando assiste televisão. Mas o filme, paralelamente a essa reflexão, tem uma história bem interessante, com direito a cenas de ação no final. O fato de o filme ser narrado em primeira pessoa o deixa muito mais interessante (eu pelo menos sempre prefiro os filmes assim). Algumas partes em desenho animado arte-finalizaram o filme. Os atores, algumas pessoas não gostaram, eu achei ótimos. São todos atores reais. Reais que eu digo, que não parecem atores interpretando personagens estereotipados. São tipos reais que se vê na tela, parecem realmente com pessoas comuns em situações do dia-a-dia. Claro, o Pedro Cardoso merece destaque, porque ele é o mestre em atuar convincentemente! A Luana Piovani merece destaque pela... exuberância! Fora isso, assista o filme. É sensacional.
Tava pensando em inserir no meu blog outras janelas com akelas coisas de por em blog, tipo links, bannerzinhos, tag boards, perfil, e outras dessas coisas... Mas não sei ainda se devo. Gosto do meu blog assim limpo, e mtas dakelas coisas n servem pra nada, acabam poluindo... acho q vo deixar como ta.. :P
16.7.03 Neverending A matemática tem coisas surpreendentes. Uma das que mais me fascina é essa coisa do infinito. Mais precisamente, do infinitésimo. Pensar no "infinito tradicional" já é um pouco delirante. Dizem que o cérebro humano não é capaz de conceber o infinito, principalmente aquele "infinito pra trás". claro, somos capazes de entender, mas é difícil de "engolir". Vamos começar com o infinito positivo. Matematicamente, esse infinito é aquele número que vem sempre depois do maior número que você puder imaginar. Ele é sempre maior, vem sempre depois, mas na verdade nunca vem. Ele nunca está lá, pois está um pouco mais além... se você chegou nele, não chegou, pois ele é infinito, ele vem depois.. balela, ele nunca chega. Se ele é inanlcaçável, chega a ser quase inutilizável. Se você precisa de um número bem grande, seja lá para o que for, você nunca pode escolher o infinito, pois ao escolhê-lo, você o estará determinando, e aí já não é mais infinito, é só um número grande, o infinito verdadeiro passa a estar um pouco (ou muito, quem sabe?) mais além. Dizem que o universo é infinito. Eu acredito, tudo bem. Mas é difícil pacas de imaginar! Imagine o universo... Ele se expande infinitamente, até... até onde? o que vem "depois"? o Universo está dentro do que??? de outra coisa infinita? (sim, porque só uma coisa infinita pode abrigar dentro de si outro infinito.. e nesse ponto não se sabe quem está dentro de quem, pois nenhum é maior que o outro, ambos são infinitos...) é de fundir a cuca. Dá pra concluir então, que o infinito é pura questão de fé. Você não vê, não sente, e não alcança, mas deve acreditar que ele existe. É fé. É como acreditar em Deus, e claro Deus é infinito, não é mesmo? E aqui chegamos em outro ponto, o tal do "infinito pra trás". Deus é infinito pra trás. Ele nunca foi criado, sempre existiu.... ...Pera aí! Como assim??? COMO??? Como que algo pode sempre ter existido? o que veio antes?? o que o originou?? "Ele sempre esteve lá", dizem. Mas lá onde, se ele sempre existiu, ele já existia antes do "lá". Foi Ele quem criou o "lá", não foi? E aí eu pergunto, se Ele existiu sempre, e foi Ele quem criou o ambiente à Sua volta, onde Ele estava antes, quando não havia ambiente? Ele tava dentro de quê? Em que lugar, se não existiam lugares? E caímos novamente na mesma dúvida. É assunto pra louco! E finalmente chegamos naquele que muitas vezes é esquecido. O infinitésimo. O infinitésimo é tão absurdo quanto o infinito. Matematicamente, o infinitésimo é aquele número infinitamente pequeno. Cuidado, não é infinitamente negativo, mas infinitamente pequeno. Em outras palavras, ele é quase zero, mas nunca chega a zero. Se o infinito é sempre maior que o maior número que você puder imaginar, o infinitésimo é sempre menor. E assim como o infinito, você nunca chega a ele, pois ele é sempre um pouco (ou muito, quem sabe? ;] ) menor. Pra quem não entendeu, a sintaxe do infinitésimo é a seguinte: Tem um zero, uma vírgula, infinitos zeros e, provavelmente, um "UM" no final. Mas esse "UM" no final pode ser qualquer coisa, pois ele nunca chega mesmo, já que antes dele existem infinitos zeros. Assim, o infinitésimo é o número mais próximo de zero que pode existir, mas nunca chega a ser realmente zero. Ele é engraçado porque é um número que tem o infinito "dentro" do seu corpo. O infinito aparece ali entre a vírgula e o "um". É engraçado pois como pode-se limitar o infinito? como pode-se reservar um espaço para o infinito, se ele é infinitas vezes maior que o espaço? Ele vai acabar empurrando o "um" infinitamente pro lado, na vã tentativa de caber ali. E aí aparece também a magia da vírgula. O infinito, aquele que é infinitamente maior, pela simples presença da vírgula, quanto mais cresce, menor fica. E assim se compõe o incrível número infinitésimo. Aquele que é sempre menor, menor, menor, menor... mas nunca chega a zero. Partindo então do "princípio de fé" de que o Infinito existe, e que ele se manifesta materialmente (como na infinitude - adoro essa palavra - do universo), logo, temos que admitir que o Infinitésimo também existe, pois ele é composto por elementos existentes (o zero, a vírgula, o infinito e o um). E podemos concluir que o infinitésimo, assim como o infinito, também se manifesta materialmente. Os cientistas, portanto, podem desistir de ficar rompendo átomos, buscando o menor elemento formador de todas as coisas, pois eles nunca chegarão lá, este elemento é infinitésimo. E ambos, infinito e infinitésimo, são tão impressionantes quanto inúteis. Que tipo de cálculo se faz com esses números? Por exemplo, "infinito + 10 = ?" Só pode ser igual a infinito, logo, o cálculo é irrelevante. O infinito não pode ser modificado. E agora, "1 - infinitésimo = ?" Subtraindo um infinitésimo de 1, temos como resultado 9,99999.... infinitos noves! O resultado é tão próximo de 1, que não faz a menor diferença tirar um infinitésimo de 1. Até porque não teríamos como precisar o quanto tirar de 1, pois o infinitésimo nunca cansa de ser menor do que o menor número que pudermos imaginar. Infinito e infinitésimo são infinitamente surpreendentes e infinitésimamente úteis.
5.7.03 HULK Hulk é sobre equilíbrio. É sobre Logos e Eros, Razão e Emoção, Amor e Ódio. Hulk é verde-imaturo, imaturo-criança, recém nascida, sem aprendizado, sem doutrina, sem razão consciente. Hulk é raiva. Não um ser com raiva, mas a raiva. Não a raiva a favor do mal, nem tampouco a raiva a favor do bem. É simplismente a raiva, crua, solta. Hulk é o próprio instinto, materializado. É força-bruta, energia, emoção pura. É explosão constante, um eterno devir, um infinito se-fazer. Hulk mostra que a raiva apenas é mà, quando homem a quer má. Mostra que a raiva, por si só, sem rédeas, não tem rumo, é caos, e se sente perdida. Hulk não se acha, e se procura o tempo todo. O homem quer matar Hulk, mas Hulk é fruto do próprio homem, é o instinto humano desprendido e materializado em verde ser. Sendo o homem que faz de Hulk a raiva má, Hulk, quando incosciente, voltado para dentro de si, aproveita e mata o homem, que ainda tenta inutilmente exercer algum "controle". Hulk passa a ser então liberdade, caminho aberto (sinal-verde), sem limites nem proibições. Hulk é verde-natureza. Filho genuíno da Terra. Hulk é liberdade e natureza quando vaga pelo mundo, acontecendo, explodindo, correndo, pulando, sem limites, pelo deserto, pelas montanhas, pelas águas. Hulk é também natureza porque é instinto puro. E é também liberdade porque quer se livrar do homem, de todos os homens. Hulk é natureza quando, sereno, sente o rosto acariciado pelo vento e é liberdade quando foge do homem, mata o (seu) homem, e as coisas do homem. Hulk é, desta maneira, libertar-se da sociedade, das regras, dos padrões, da política, da opressão, da etiqueta, do cinismo, das rédeas, das máscaras. É rasgar as roupas, tirar o uniforme social. Somos todos maiores do que aparentamos. Temos todos mais emoções do que deixamos transparecer. Pois há um Hulk em cada um de nós. Mas não queremos mostrá-lo. Não o gostamos livre. Temos vergonha de nosso Hulk (a vergonha que cora o rosto de vermelho. O vermelho oposto do verde, o vermelho sinal-fechado, proibição). Hulk livre é a verdade exposta. Por isso o homem quer eliminar Hulk. Hulk procura na solidão o auto-entendimento. É uma lição antropo-filosófica, que nos fala sobre libertar-nos da sociedade e buscarmos o "verdadeiro eu", como fazem, por exemplo, os monges. Assim Hulk, tamanho aglomerado de emoção bruta, se isola e procura um rumo, uma função, um equilíbrio. A raiva precisa de um contraponto. As armas dos homens não páram Hulk, constituem raiva acrescentada a mais raiva. O verde-raiva precisa do vermelho-amor para estabilizar-se. O amor acalma a raiva, e a raiva (raiva-explosão, instinto) esquenta o amor. A raiva ao encontrar o amor, recria o homem que Hulk matou dentro de si. E faz dessa união o próprio homem, equilíbrio de novo. Hulk é, por fim, incrível. O incrível Hulk.
4.7.03 Um passatempo legal é brincar de digitar cousas aleatórias no google e ver o que aparece. Coisas absurdas. Sempre sai algum resultado, para qualquer coisa, inclusive nosso próprio nome. Digitando "velha puta" eu achei esse conto aqui, engraçadíssimo e muito bem escrito.
1.7.03 Fica para outra vez a narrativa detalhada de todos os dias da minha última semana. Eu dei ctrl+c. cliquei no postar. o blog expirou. ok, digitei minha senha. Dei ctrl+v... dei ctrl+v... CTRL+V!!!! cade meu post???? computador filho da puta!! bla bla bla operação ilegal... filho da puta! Divirtam-se no blog do incrivel homem que tem um banheiro de plástico: http://spdy.cjb.net
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